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Aquário de Ubatuba recebe pinguim com mancha de petróleo encontrado em São Sebastião

Publicado em 21 de junho de 2013

1016807_482668415146893_1815106378_nNa quarta-feira (19), a equipe do Aquário de Ubatuba viajou a São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, para buscar um juvenil de Pinguim-de-Magalhães, da espécie Spheniscus magellanicus. O animal foi encontrado por um morador na Praia da Baleia, com petróleo nas penas e foi resgatado hoje pela Polícia Ambiental. A equipe do Aquário de Ubatuba realizou o primeiro atendimento e encaminhou o animal ao Instituto Argonauta para receber tratamento.

“Este pinguim apresenta uma mancha de petróleo que cobre 25% das penas, atingindo uma parte da peitoral, pescoço e cabeça. A partir de agora, serão feitas análises para que seja determinada a possível origem da substância envolvida e todo o procedimento veterinário necessário, como exame de sangue, lavagem e terapia de suporte”, afirma Hugo Gallo, oceanógrafo e diretor-executivo do Instituto Argonauta e do Aquário de Ubatuba.

É o segundo pinguim encontrado no litoral norte esta semana, o que reafirma a teoria de que o aparecimento destas aves na costa brasileira nesta época do ano é bastante comum, pois todos os anos esses animais se lançam ao mar em busca de alimento a partir da costa da Patagônia, Argentina, Ilhas Malvinas e Uruguai e acabam se perdendo do grupo e vindo parar nas praias. Muitos chegam debilitados e, por isso, são resgatados pela equipe do Instituto Argonauta, uma ONG que realiza o trabalho de cooperação para salvar animais marinhos desde 1998, com o apoio do Aquário de Ubatuba e convênio com a Petrobras desde outubro de 2011.

Para quem encontrar um pinguim pela praia, Hugo aconselha a “mantê-lo seco em caixa de papelão envolto em uma toalha ou jornal e esperar o resgate especializado chegar”. Ao contrário do que muitos imaginam, a espécie Pinguim-de-Magalhães não é polar e não está adaptada à temperaturas mais baixas, portanto, “é extremamente importante o acondicionamento correto do animal, devendo-se banir a hipótese de colocá-lo em gelo”, afirma Hugo.

Na temporada de inverno do ano passado foram plenamente recuperados 66 pinguins que foram soltos no mar, em janeiro deste ano,em uma operação realizada pelo Instituto Argonauta com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE e da Marinha do Brasil, que cedeu a embarcação Lancha Patrulha Marlim para o transporte.

Sobre o Instituto Argonauta
O Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha é uma organização não governamental sem fins lucrativos, fundada em julho de 1998 pela Diretoria do Aquário de Ubatuba. O Instituto foi criado para incentivar a obtenção de recursos para projetos de pesquisa voltados à preservação do oceano. Tem como objetivo, o desenvolvimento e o apoio à cultura e educação com ações de conservação ambiental, defesa, elevação e manutenção da qualidade de vida do ser humano e do meio ambiente. Está sediado em Ubatuba, atua em parceria com o Aquário de Ubatuba e mantém convênio com a Petrobras desde outubro de 2011.

Sobre o Aquário de Ubatuba
O Aquário de Ubatuba foi fundado em fevereiro de 1996 pelo oceanógrafo Hugo Gallo, e é uma das melhores opções de lazer educativo para a conservação ambiental no litoral. Dentre as atrações, possui um dos maiores tanques de água salgada do país, com Tubarões e Raias, Pinguinário, onde o visitante pode participar da alimentação dos Pinguins, Tanque de Contato, onde é possível tocar em animais marinhos inofensivos, o único Tanque de Águas Vivas no Brasil, Terrário com Jacarés, Tartarugas e Iguanas, além de Museu da Vida Marinha e Auditório para apresentação de Palestras e Vídeos Exclusivos, que adicionam ainda mais conhecimento aos visitantes.

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