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Mangona do Aquário de Ubatuba ajuda a conscientizar sobre extinção dos tubarões no mundo

Publicado em 29 de maio de 2013

FOTO-231-300x200Um dos habitantes do Aquário de Ubatuba que mais chama a atenção das pessoas é o cação-mangona ou tubarão-touro Carcharias taurus. Este animal, que está ameaçado de extinção, chegou ao Aquário de Ubatuba em setembro de 2009, ainda recém-nascido, com 91 cm de comprimento. Hoje, o pequeno bebê de quase 4 anos atrás está medindo cerca de 1,70m, o que tornou-se motivo de comemoração da equipe, por se tratar do primeiro Aquário do Brasil a manter um Mangona vivo por tantos anos.

Esta espécie vive em mar aberto e se aproxima da costa apenas para ter seus filhotes. Se alimenta de peixes (inclusive pequenos tubarões e raias), lagostas, lulas e caranguejos. Possui dentes bem visíveis e um corpo que pode atingir 3,60m, o que costuma inspirar medo a quem se depara com ele.

Por falar em medo, os tubarões é que deveriam senti-lo com relação aos seres humanos. Se já não bastassem as atividades de pesca ilegal, ainda há casos de finning pelo mundo, que consiste em pescar o tubarão, cortar sua barbatana e devolvê-lo ao mar, onde acaba morrendo. Na China, esse tipo de atividade é milenar e representa um lucrativo comércio mundial. Lá, as nadadeiras são retiradas e transformadas em um refinado prato de sopa de barbatanas. No Brasil e em alguns países do mundo, foi aprovada uma lei que proíbe essa prática, porém, ainda existe no mercado asiático a compra originária da China. São mais de 70 milhões de tubarões mortos todos os anos só pra virarem Sopa!

Um fato importante que muitos não se dão conta é que o consumo excessivo da carne do tubarão pode não só provocar a extinção da espécie, sem falar no mal que estão provocando a estes animais, como também pode provocar sérios riscos à saúde das pessoas. De acordo com alerta do Fundo de Defesa do Meio Ambiente é preciso evitar o consumo de todas as espécies de tubarões (cações são tubarões), devido aos níveis elevados de mercúrio. Isto acontece por se tratar de um animal que é topo da cadeia alimentar, ou seja, o tubarão se alimenta de diversas espécies de peixes que podem estar contaminados por substâncias tóxicas, como o mercúrio. E isso não é difícil de acontecer. Você sabia que uma lâmpada queimada quebrada pode liberar vapor de mercúrio?

A ingestão de mercúrio pode causar uma doença chamada Minamata, que demora 20 anos para se manifestar e é uma doença caracterizada pelo envenenamento, com sintomas que incluem distúrbios sensoriais nas mãos e pés, danos à visão e audição, fraqueza e, em casos extremos, paralisia e morte. Os primeiros casos desta doença foram registrados no Japão, na década de 50, justamente em uma aldeia de pescadores próxima a uma indústria que lançava dejetos contendo mercúrio na baía da Minamata. Muitos peixes, moluscos e aves morreram contaminados e, consequentemente, as pessoas que se alimentaram destes animais, também não resistiram.

“O mar é de quem o sabe amar” e preservar a saúde e o meio ambiente é um dever de todos! Visite-nos para saber mais sobre vida marinha e aproveite para conhecer a Mangona e muitas outras espécies, inclusive as Raias-Viola Zapteryx brevirostris e as Ticonhas Rhinoptera bonasus, que tiveram a primeira reprodução em cativeiro do Brasil, no Aquário de Ubatuba.

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